Anthem

Anthem (PS4) | em análise

Anthem é a nova grande aposta da Bioware dentro de um género onde a concorrência é bastante forte. Será que sobrevive?

ANÁLISE | Anthem

Cada vez mais o mercado recebe jogos dentro do estilo que Anthem apresenta. Tiros numa mistura de RPG com modos online e co-op onde teremos de ir evoluindo, arrecadando loot, sempre com alta intensidade de combate. Anthem não foge a essa regra e desde cedo se torna num jogo divertido e viciante.

Graficamente, Anthem é muito bom, com um mundo bonito, cheio de luz, sombras, cores vivas, um bom design e grande variedade e liberdade de exploração. A vida selvagem é agressiva e obriga-nos a muitas horas de luta, tal como fações de inimigos que tentarão ficar com tudo o que temos.

Enquanto avançamos, vamos conhecendo personagens, e algumas têm histórias muito interessantes, criando ligações entre o jogador e essas personagens. Infelizmente a história não é boa o suficiente para que cative e nos prenda durante tantas horas, tornando-se algo confusa e pouco viciante, o que é pena porque as personagens mereciam melhor.

Em termos de gameplay, este é um jogo que demora a arrancar. Numa fase inicial o jogo é viciante, mas depois torna-se repetitivo durante algum tempo e só na fase final é que demonstra todo o seu potencial. Até lá, o jogo nunca atinge a qualidade que poderia ter, quer por não nos dar alguns acessos, quer pelos combate que iremos ter, quer pela falta de impacto que as nossas decisões têm na história. Na fase final o jogo transforma-se, e torna-se realmente bom, com boas lutas de bosses, um bom desafio e uma intensidade que fica na memória. Infelizmente, para um jogo que no modo campanha demora cerca de 17 horas, só ser realmente bom nas últimas horas pode ser demasiado tarde.

Como ponto positivo temos a diversidade das várias classes que podemos ter para o nosso personagem, tornando o jogo mais dinâmico, e ainda a fluidez do jogo e dos movimentos dos personagens e inimigos. Infelizmente estes pontos fortes são abafados por outros pontos fracos, como alguns bugs ou as quebras de ritmo quando jogamos em co-op.

No final, e tendo em conta que tem pontos positivos e negativos, a sensação que fica é que este jogo foi lançado demasiado cedo. Os bugs são a prova disso. Daqui a uns meses, com alguns updates, este Anthem poderá tornar-se num jogo muito bom, mas tais melhorias não podem demorar muito. Da minha parte, gostei bastante de jogar este jogo durante, mais ou menos, metade do tempo, porque depois foi algo repetitivo e que apenas no fim demonstra todo o seu potencial. Contudo, se for melhorado, este pode ser um bom jogo para online ou co-op. Fiquem atentos!

Luís Pinto

HARDWARE USADO PELA MHD PARA TESTES DE JOGOS

PS4:

  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:

  • Headphones Razer Carcharias
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:

  • LAIQ Glow

Anthem
Anthem bioware

Game title: Anthem

Game description: Anthem é a nova grande aposta da Bioware dentro de um género onde a concorrência é bastante forte. Será que sobrevive?

  • Jogabilidade - 73
  • Gráficos - 86
  • Som - 84
  • Enredo - 71
68

RESUMO

O MELHOR: Grandes efeitos sonoros. Grafismo de topo. Última fase do jogo com grande intensidade.

O PIOR: Alguns bugs. Jogabilidade repetitiva. História não cativa durante uma parte do jogo

EDITORA: Bioware

PLATAFORMA: PlayStation 4

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Luis Pinto

Software developer - Autor do canal Tek Test - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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