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Bleeding Edge, em análise

Agrupa-te e causa o caos em “Bleeding Edge”, o novo jogo da Ninja Theory e da Xbox Game Studios! O título é um multiplayer com combate em equipas de 4×4, com uma mecânica rápida e viciante!

Buttercup, Cass, Daemon, El Bastardo, Gizmo, Kulev, Maeve, Makutu, Miko, Niđhöggr, e ZeroCool são os protagonistas do novo projeto do estúdio responsável por jogos como “DmC: Devil May Cry” e “Hellblade”. Bem-vindo aos Bleeding Edge, um grupo de outcasts liderado por Daemon. Cansado do sistema, o gangue tira partido de próteses tecnológicas que lhes permitem lutar corpo-a-corpo em circuitos underground, agora também frequentados por ti!

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Podes escolher entre três grandes classes: Peso Pesado Corpo-a-Corpo (o tank), Apoio à Distância (com healers e support), e a classe tradicional do DPS (dividida em Assassinos Corpo-a-Corpo, Assassinos Híbridos, e Assassinos à Distância). Deste modo, conseguirás encontrar personagens que se adaptam ao teu estilo individual de combate, ainda que idealmente devas ter alguma capacidade de dinamismo.

Jersey Sink bleeding edge
© Ninja Theory

É normal que tenhas preferências mas em “Bleeding Edge”, à semelhança de outros jogos, as personagens só podem ser escolhidas uma vez, ou seja, se quiseres jogar com a Buttercup mas o teu colega já a tiver selecionado, és obrigado a optar por outro lutador. No entanto, a opção não tem de ser definitiva pois podes alterar a tua personagem a qualquer momento do jogo e isto tem inúmeras vantagens! A mais óbvia é recuperar da perda de um jogador, por exemplo, se o healer for desconectado podes rapidamente assumir a sua função. Por outro lado, tens sempre a hipótese de usar o chat (voz e escrito) para pedir aos teus colegas de batalha que troquem de personagem contigo, otimizando o quarteto.

“Bleeding Edge” é no fundo um jogo de equipa onde os jogadores devem aprender a trabalhar em conjunto, com fim a concluir cada um dos modos de jogo. Atualmente estão disponíveis dois, o Objective Control (capturar áreas designadas) e o Power Collection (colecionar e entregar cápsulas de pontos) e, o melhor de tudo, é que não são apenas os objetivos principais que dão pontos mas também as kills. Assim, não sairás prejudicado naquele grupo que liga mais para o K/D ratio do que para a missão, oferecendo ainda uma oportunidade extra de vencer, mesmo quando não consegues completar a tarefa principal. Isto torna a experiência mais desafiante e complexa.

Miko bleeding edge
© Ninja Theory

Para aumentares a tua perícia tens o Training Room, onde poderás treinar os ataques e a melhor forma de venceres os modos do jogo. Tens também a oportunidade de melhorar as skills passivas através de cartas que recebes ao subir nível. No total podes ter três skills passivas que, apesar de fornecerem uma vantagem aos jogadores antigos, não tornam o título “injogável” para os novos jogadores.

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Em termos de gameplay, “Bleeding Edge” é rápido mas os controlos são simples e fáceis de memorizar, garantindo que te podes tornar razoavelmente bom com qualquer personagem em apenas alguns jogos. Cada uma possui um ataque padrão único que pode ser usado infinitas vezes, três ataques especiais com cooldown, e uma habilidade super que vai carregando ao longo do tempo, podendo ser de dano ou cura.

Estas habilidades dependem da personagem, aprofundando a sua história e personalidade, ao lado de detalhes únicos como o seu design (todo o mundo tem um cheirinho de “Borderlands” e “Deus Ex”), e as interações com outras personagens no campo de batalha.

TRAILER | BEM-VINDO AOS BLEEDING EDGE

Resta agora saber se, apesar dos pontos fortes de “Bleeding Edge”, o jogo conseguirá vingar num mercado tão competitivo e onde outros títulos já se encontram bem instalados, com associações ao e-sport e uma legião imensa de fãs. Lançado no passado dia 24 de março, o jogo é ainda muito jovem e tem muito por onde crescer. Certamente que a Ninja Theory já tem atualizações preparadas mas teremos de esperar para ver de que forma se irá distinguir dos restantes nos próximos meses.

Já disponível por 29.99€ para a Xbox One e para o computador (via Microsoft Store e Steam), “Bleeding Edge” pode ser descarregado gratuitamente se fores subscritor do Xbox Game Pass!

Bleeding Edge, em análise
bleeding edge cartaz
  • Ângela Costa - 80
80

CONCLUSÃO

Bleeding Edge é um novo multiplayer viciante que se apresenta como um concorrente interessante que não podes deixar de experimentar.

O melhor: Gameplay rápido, controlos fáceis de aprender, variedade de personagens e habilidades que se adequam ao estilo de jogo de cada um. Possibilidade de mudar de personagem em qualquer altura do jogo e facilidade em comunicar com a equipa. Para além disso, é gratuito para os subscritores do Xbox Game Pass.

O Pior: Deixando alguns problemas de ligação menores, naturais de um jogo lançado ainda nem há uma semana, o tempo de espera entre combates continua perto dos 20 a 30 segundos, duração que certamente irá diminuir nos próximos dias. Tirando estes pequenos detalhes, a maior preocupação é com a falta de um factor X que o coloque em patamar de igualmente com outros títulos já popularizados. O potencial está lá e cabe à Ninja Theory tirar o maior partido dele.

Plataforma usada para review: XBOX ONE

Ângela Costa

Mestre em Cinema pela Universidade da Beira-Interior, sou apaixonada pelo cinema japonês e toda a cultura que o envolve. Adoro igualmente fotografia e se tiveres curiosidade passa no meu Instagram ;) Música e videojogos são dois outros grandes interesses.

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