Game of Thrones Casa Tyrell

Game of Thrones | As modas da Casa Tyrell

Com a última temporada de “Game of Thrones” já no ar, é boa altura para relembrar as personagens que não conseguiram sobreviver até esta reta final, incluindo todos os membros da Casa Tyrell e suas deslumbrantes roupas.

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Não só as personagens da Casa Tyrell eram algumas das presenças mais deliciosamente divertidas e inteligentes de “Game of Thrones”, como os seus figurinos representam algum do melhor trabalho que Michele Clapton fez para a série. Infelizmente, chegado o terceiro episódio da sétima temporada, Lady Olenna Tyrell, a famosa Rainha dos Espinhos e portadora da língua mais afiada dos Sete Reinos, viu chegar o seu fim às mãos de Jaime Lannister e um veneno poderoso.

Essa hora trágica, em que ouvimos as derradeiras palavras de Diana Rigg no papel que lhe valeu quatro nomeações para os Emmys, foi também marcada pelo primeiro vislumbre que a audiência teve dos Jardins de Cima. Trata-se da fortaleza que é a casa ancestral dos Tyrell e representa o centro político do segundo maior reino de Westeros. A partir daí, esta família dominou a região, trazendo-a a uma posição de prosperidade económica só rivalizada pelas Terras Ocidentais sob domínio dos Lannister.

Só que, ao contrário dos Lannister, que garantem seu poder através dos recursos limitados das minas de ouro e da força bélica dos seus exércitos, os Tyrell têm vindo a solidificar a sua importância de modo mais subtil e duradora a longo prazo. Pelo menos, assim é em teoria. Afinal, Campina é a região mais fértil de Westeros e uma das poucas que se pode considerar inteiramente autossustentável. Sua riqueza provém da agricultura e da dependência que o resto do Continente tem para com seus produtos, nomeadamente a capital de Porto Real.

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Na série, a Casa Tyrell é dominada pelas mulheres e isso reflete-se no estilo do seu vestuário.

Além do mais, os Tyrell não são lutadores em busca de glória, mas sim jogadores políticos que sabem esconder as intenções e adaptar-se a qualquer dilema que se levante. Nas várias guerras que assolam Westeros ao longo da sua História, os Tyrell têm sido cautelosos nas suas alianças. Foi com a rendição que eles ganharam domínio do seu reino aquando da conquista Targaryen e sua flexibilidade permitiu-lhes cair nas boas graças do Rei Baratheon mesmo depois de terem lutado inicialmente contra ele na Rebelião de Robert.

Esta atitude é refletida na sigila e no lema da Casa Tyrell, rosas doiradas sobre um fundo verde e as palavras “Crescendo Fortes”. Eles sobrevivem e prosperam, crescem fortes, sem o aparato e violência de outras casas com motes agressivos e sigilas coroadas por animais sanguinários, como os Lannister ou os Greyjoys. A rosa também lembra que sua fartura vem da terra e o verde, além de referenciar a agricultura, também é a cor da inveja e da ganância, algo apropriado para a família mais dissimuladamente ambiciosa que já apareceu na série.

De facto, apesar da viagem das páginas dos livros para o pequeno ecrã ter sido marcada por inúmeras transformações, diríamos que a Casa Tyrell é quiçá o clã mais fascinante da série da HBO. Isso deve-se tanto à sua estrutura de poder matriarcal como à inteligência política que exibem, ao gosto pelo belo, seu absoluto pragmatismo, valores morais progressistas e o genuíno afeto que os mantém unidos. O melhor, é que quase tudo isto tem de se evidenciar por entre subterfúgios e falsidades, visto que os Tyrell raramente são sinceros nas suas interações com aqueles que os rodeiam.

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Por isso mesmo, a sua aparência tem de dizer muito sobre eles. Os figurinos tornam-se numa ferramenta indispensável para a caracterização desta família e seu desenvolvimento ao longo da narrativa de “Game of Thrones”. A própria região da Campina, como quase nunca é vista, tem de ser definida pelos poucos artefactos que vemos da sua proveniência, nomeadamente as roupas. Michele Clapton, a figurinista principal da série, sempre mostrou deleite em relação à tarefa de vestir estas particulares personagens e isso nota-se no seu trabalho.

Por todas essas razões, decidimos explorar aqui seus figurinos ao longo das sete temporadas em que apareceram membros da Casa Tyrell. O nosso maior enfoque serão as personagens femininas, Margaery e Olenna, mas também iremos falar um pouco sobre Loras e o suposto patriarca e líder da família, Mace. Basta seguires as setas, para folheares os slides e descobrires como o estilo dos Tyrell diz tanto ou mais sobre as suas personagens do que qualquer palavra que possam ter dito abertamente.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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