Maléfica

TOP Disney Adaptações Live-Action | 3. Maléfica

                   

Angelina Jolie dá corpo (e alma) a uma das grandes vilãs da história da Disney: Maléfica.

Maléfica é talvez a melhor vilã no cânone de clássicos Disney, sendo uma espécie de materialização de pura maldade e horror, uma criatura intrinsecamente maligna sem qualquer tipo de humanidade a sombrear sua magnificência. Desde o desenho até a crueldade untuosa das suas falas e gestos, ela é um ícone. Em 2014, esse ícone voltou ao grande ecrã, se bem que numa nova história que acaba por trair tudo o que fez da vilã original uma personagem tão amada. Em contrapartida, esta nova figura é, por mérito próprio, uma anti heroína de impor respeito.

Maléfica

Interpretada por Angelina Jolie com a face afiada por maquilhagem subtil, um guarda-roupa nomeado para os Óscares e um sotaque inglês a transbordar sofisticação ameaçadora, esta Maléfica 2.0 é uma diva que impõe respeito. Além disso, a sua história revela complexidades que a Disney raramente dá às suas personagens, como a reação hostil quando confrontada com o trauma ou a ambivalência moral com que Maléfica encara suas ações violentas.

Lê Também:
A Maléfica Angelina Jolie: De Vilã a Heroína

No final, este foi um triunfo da nova era Disney e validou tanto a viabilidade comercial como crítica e popular dos remakes de clássicos de animação. Acima de tudo, mostrou que não é necessário manter esses clássicos inalterados na sua viagem até aos cinemas contemporâneos. Na verdade, diríamos que o que faz de Maléfica um tão bom remake é sua coragem para completamente subverter o conto original ao invés de ser uma repetição plano por plano de um filme que, na verdade, já é bem perfeito na sua forma animada de 1959.

 

                   

 

Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *