Sam Neill e Jason Scott Lee em A Lenda do Livro da Selva

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Quem se lembrava que a Cersei de A Guerra dos Tronos era uma das protagonistas de A Lenda do Livro da Selva?

Muitos anos antes de a Disney dar uso às novas tecnologias para reimaginar a sua versão animada de O Livro da Selva com atores de carne e osso e efeitos fotorrealistas, já os mesmos estúdios tinham tentado readaptar o clássico literário de Rudyard Kipling ao grande ecrã. Verdade seja dita, mesmo que o filme até tenha sido planeado para coincidir com o centenário do autor, a narrativa final deve muito pouco aos livros originais.

Ao invés disso, este A Lenda do Livro da Selva reflete a herança cinematográfica das grandes aventuras exóticas com que tantos espetadores se deleitaram durante os tempos da Velha Hollywood e dos anos 80 para a frente, quando cineastas nostálgicos como Steven Spielberg decidiram fazer renascer esse género. O resultado é um sumptuoso épico de ação com alguns piscares de olho à iconografia Disney e uma coragem para encarar as audiências infantis sem condescendência que ainda hoje é rara em filmes para toda a família como este.

O uso de animais treinados, assim como requintados trabalhos de cenografia e figurinos dão muito valor ao filme enquanto espetáculo sensorial. O elenco secundário, pelo seu lado, traz prestígio ao projeto, enquanto Jason Scott Lee traz a presença e o carisma de uma estrela ao papel de Mowgli. As suas capacidades dramáticas, é certo, deixam algo a desejar, mas a fisicalidade com que o ator telegrafa a ideia de um menino que cresceu entre animais é algo formidável. Apesar de tudo isto e de boas críticas, o filme tem vindo a cair no esquecimento ao longo dos anos e esse mesmo esquecimento é o maior fator que nos leva a colocar a obra no fim desta lista.

 

                   

Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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