9 Coisas que (possivelmente) Não Sabias sobre Logan

Por uma última vez, Hugh Jackman é Wolverine no western que pretende redefinir as possibilidades do cinema de super-heróis.

Sabíamos que este dia ia chegar e o coração está pesado. Hugh Jackman “veste” pela última vez as garras de Wolverine em Logan, uma aventura violenta ao estilo western que marca a despedida de um dos grandes super-heróis da sétima arte – pelo menos, como o conhecemos.

Para o celebrar e antecipar, percorremos nove curiosidades que podes não saber sobre o mais recente filme sobre o mais famoso dos mutantes X-Men.

 

1. Inspiração em Mark Millar

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Logan inspira-se livremente na série de comics Old Man Logan que segue as aventuras finais de Wolverine num futuro pós-apocalíptico onde os heróis vivem na sombra. Esta sequência de B.D. foi escrita por Mark Millar, conhecido pelo seu trabalho na DC e Marvel, particularmente pelo incrível evento Marvel – Civil War. Muitos dos seus escritos foram já adaptados ao grande ecrã, mas nem todos são os clássicos super-heróis – Millar também escreveu Wanted, Kick-Ass e Kingsmen: Secret Service.

 

2. Futuro Negro…

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Tanto a saga comic como o filme que nela se inspira passam-se numa versão negra de um futuro não muito longínquo. O mundo é um lugar diferente, onde os vilões se juntam para combinar forças e conquistar tudo. Os EUA estão divididos em área dominadas por diferentes vilões e a maior parte dos heróis que conhecíamos está morta ou desaparecida. Pelo trailer podemos perceber que esta visão é parcialmente adaptada, num cenário onde a maior parte dos mutantes que conhecemos está sem paradeiro conhecido.

 

3. … mas alternativo

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“Há um momento em que o Logan encontra um comic do X-Men com a sua figura na capa. O que pensei ao escrevê-lo foi: não seria interessante que estes últimos X-Men vivessem na presença da sua própria lenda? As B.D., os bonecos, a fama, tudo isso existe, e é o que eles foram um dia. E o Logan, agora em declínio, mal consegue olhar para isso, porque parece falso, exagerado e uma vida que não quer recordar.”. A questão que o realizador James Mangold é, portanto, muitíssimo interessante – será este afinal um mundo onde as gloriosas vitórias do X-Men não passam já de histórias antigas e exageradas relembradas por um mundo negro, cansado e vencido?

 

4. Poderes afetados

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Como pudemos observar nos trailers oficiais, Wolverine apresenta algumas cicatrizes “feias” em Logan, o que deixou muitos fãs a questionar o que poderia estar a passar-se com o poder de regeneração e cura do protagonista. Quando o questionaram sobre o assunto o realizador James Mangold defendeu: “Imaginamos que quando fossse novo tudo funcionasse bem, mas com a idade está a envelhecer e a fragilizar-se. Talvez o seu fator curativo já não consiga produzir pele da mesma forma. Portanto imaginamos que ele se regenera e cura na mesma, mas deixa cicatrizes. Foi a ideia simples de que o corpo dele começasse a ficar mais marcado pelas batalhas e lacerações de conflitos anteriores que nos inspirou”.

 

5. Título polémico

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Evidentemente e quase mais do que os próprios X-Men na atualidade, o Wolverine é uma marca. É por isso natural que a decisão de chamar o seu novo filme de Logan tenha deixado muita gente nervosa. O realizador explicou que “houve uma altura em que quisemos abandonar essa marca, abandonar o que era seguro, não nos agarrarmos ao marketing que sempre fizemos. Desde a música à fotografia, ao argumento, ao estilo, ao guarda-roupa, à maquilhagem – tentamos sempre pensar como poderíamos fazê-lo de uma forma nova”.

 

6. Professor X como nunca o vimos

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Além de esta ser a última vez que vimos Hugh Jackman a “calçar as garras” de Wolverine, é também a última encarnação de Patrick Stewart fará do icónico Professor X e é caso para dizer, “he goes with a bang”… nos nossos corações. Na sua mais complexa performance desde que assumiu o papel, Stewart vive um Xavier debilitado por uma doença degenerativa que o torna vulnerável e perigoso. Afinal, quão perturbadora é a ideia de que o cérebro mais poderoso do mundo sofra com Alzheimer?

 

7. Efeito Trump

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Logan não é propriamente um testamento político, mas o facto de ter lugar na fronteira com o México e de continuar a lidar com a questão do “outro” deu-lhe uma relevância sociopolítica (infelizmente) inesperada. “Todos sentimos o desconforto e a antipatia para com os imigrantes neste país. Estavamos muito conscientes de que íamos usar muitos desses sentimentos para criar uma razão forte para o Logan se ter retirado. Com um país neste estado, como é que lutas ou proteges as pessoas?”. Para Mangold, a narrativa do “outro” tem então agora mais poder do que nunca, face às perspetivas racistas e xenófobas do líder americano. Os mutantes são perseguidos, mortos e forçados a viver na escuridão – e essa mensagem é incrivelmente poderosa quer seja lida como um comentário ao racismo, aos direitos LGBTQ ou à imigração.

 

8. A criança que mudará tudo

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A figura misteriosa de Laura será preponderante na vida de Logan. Conhecida pelos fãs dos comics como X-23, na narrativa original veio a revelar-se como a filha clonada de Logan. No filme a história será um pouco diferente, mas o impacto no nosso mutante favorito será igualmente preponderante. “O que entra na vida de Logan é um reflexo extremamente intenso de si mesmo. Vai colocar questões sobre o seu compromisso e capacidade de proteger o Charles Xavier mas também a sua habilidade paternal de proteger esta criança”, referiu Mangold.

 

9. Obrigada Deadpool e Guerra dos Tronos

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Apesar de o argumento de Logan já estar a ser escrito aquando da estreia de Deadpool, a verdade é que o seu tremendo sucesso na bilheteira mesmo em face do seu conteúdo provocador e polémico alavancou a possibilidade de um Logan com rating R ser aprovado pela FOX, admitiu o Mangold. No entanto, foi também a ascensão da televisão a cabo que possibilitou estes caminhos: “conteúdos provocadores e adultos como a Guerra dos Tronos foram essenciais. Pressionou os estúdios a repensar: como é que podemos esperar que os adultos saiam de casa para ver algo que querem quando há produções nas televisões que são tão adultas, sofisticadas e provocadoras e aquilo que estamos a fazer está direcionado para poder ser visto por crianças?”.

 

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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