Caminhos Film Festival | Vencedores

 

Yvone Kane, As Mil e Uma Noites e Montanha foram alguns dos filmes que tiveram a honra de serem galardoados com vários prémios na mais recente edição do Caminhos Film Festival.

A edição de 2015 do Caminhos Film Festival contou com mais de 150 filmes em competição, sendo que, devido à abertura da Seleção Ensaios a submissões internacionais, esta seleção conteve obras de 30 nacionalidades distintas. Na passada sexta-feira dia 4 de dezembro, os prémios do XXI Caminhos Film Festival foram anunciados, distinguindo algumas dessas numerosas metragens, com os recipientes dos vários galardões a serem selecionados por quatro painéis de júri diferentes.

O Júri da Selecção Caminhos, Ana Rocha, Gonçalo Galvão Teles, Joaquim Leitão, Lauro António, Maria Vieira, Marta Rebelo e Rita Loureiro decidiu atribuir o Grande Prémio do Festival Portugal Sou Eu ao filme Irmãos, de Pedro Magano. O seu prémio para melhor Longa-Metragem foi, no entanto, para Yvone Kane de Margarida Cardoso, com o filme a arrecadar três outros troféus, incluindo a distinção de Melhor Atriz para Beatriz Batarda. Em categorias mais específicas, filmes como Montanha, Cinzento e Negro e As Mil e Uma Noites também foram premiados, com este último a ter a curiosa honra de ter entre os seus troféus, ambos os prémios para Melhor Argumento, adaptado e original.

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Esse mesmo júri escolheu Gipsofilia de Margarida Leitão como melhor filme documental, sendo que João Benárd da Costa – Outros Amarão as Coisas que Amei e A Glória de Fazer Cinema em Portugal foram distinguidos com menções honrosas. No que diz respeito a cinema de animação, o júri premiou Que Dia é Hoje do Colectivo Fotograma 24 com o galardão de Melhor Curta-Metragem Recheio, com menção honrosa para Vigil de Rita Cruchinho Neves. Ainda no mundo das curtas-metragens, A Última Árvore Analógica de Jorge Pelicano recebeu o prémio para Melhor Curta-Metragem Turismo do Centro, tendo o júri distinguido a curta Provas, Exorcismos de Susana Nobre com uma menção honrosa.

Caminhos Film festival As Mil e Uma Noites
As Mil e Uma Noites

 

Lista Completa dos Vencedores do Júri da Seleção Caminhos:

 

  • Grande Prémio do Festival Portugal Sou Eu: Irmãos
  • Melhor Longa-Metragem: Yvone Kane
  • Melhor Documentário: Gipsolia
  • Melhor Curta-Metragem Recheio: Que Dia é Hoje
  • Melhor Curta-Metragem Turismo do Centro: A Última Árvore Analógica
  • Melhor Realizador: Miguel Gomes – As Mil e Uma Noites
  • Melhor Actor: Filipe Duarte – Cinzento e Negro
  • Melhor Actriz: Beatriz Batarda – Yvone Kane
  • Melhor Actor Secundário: Carlotto Cota – Montanha
  • Melhor Actriz Secundária: Luísa Cruz – As Mil e Uma Noites
  • Melhor Argumento Original: Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro – As Mil e Uma Noites
  • Melhor Argumento Adaptado: Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro – As Mil e Uma Noites
  • Melhor Direcção Artística: Ana Vaz – Yvone Kane
  • Melhor Fotografia: João Ribeiro – Yvone Kane
  • Melhor Guarda Roupa: Isabel Quadros – Capitão Falcão
  • Melhor Caracterização: João Rapaz – Arcana
  • Melhor Montagem: Ricardo Teixeira – Irmãos
  • Melhor Som: Hugo Leitão – Portugal – Um Dia de Cada Vez
  • Melhor Banda Sonora Original: Mário Laginha – Cinzento e Negro 
  • Prémio Revelação: David Mourão – Montanha
montanha
Montanha

 

O Júri da Selecção Ensaios teve a importante tarefa de analisar e premiar o que de melhor se produziu no último ano nas escolas de cinema nacionais e internacionais. Para este júri o Caminhos Film Festival convidou os atores Sílvia Almeida, Dinarte Branco e Afonso Pimentel e os realizadores João Antero e Ricardo Pugschitz de Oliveira. Na categoria de Melhor Ensaio Visual o premiado foi Lingo de Vicente Niro, sendo que o prémio para Melhor Ensaio Internacional foi atribuído a When Sanam Cried de Majid Sheyda e Fariborz Ahanin.

A Federação Internacional de Cineclubes indicou este ano Margarida Mateus, de Portugal, Massimo Bernardoni, da Alemanha e Odd Vaagland da Noruega como jurados com a tarefa de distinguirem os melhores entre os filmes que integraram as várias secções competitivas do Caminhos Film Festival. O Assalto de João Tempera foi o filme distinguido por este júri devido, nas palavras dos jurados, à mensagem que transmite sobre a nossa própria humanidade, como um registo a preto e branco significa que a nossa existência não vive no maniqueísmo.

O festival integra também um Júri de Imprensa composto pelos jornalistas Soraia Ramos e Rui Tendinha e o produtor e realizador Francisco Amaral. O Prémio de Imprensa para Melhor Filme foi atribuído ao documentário de Manuel Mozos, João Bernárd da Costa: Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, com a atribuição de uma menção honrosa a Torre de Salomé Lamas.

O Caminhos Film Festival é um dos mais importantes festivais de cinema de Portugal, tendo o intuito de celebrar a produção cinematográfica nacional. Apesar de já ter sido feita a entrega de prémios, ainda será possível visitar, até dia 15 de dezembro, a exposição Os Anos d’Ouro do Cinema Português, que faz parte desta edição do festival.

 

Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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