Giorgio Albertazzi e Delphine Seyrig em "Titles: O Último Ano em Marienbad" © Rialto Pictures

Delphine Seyrig em retrospetiva na Cinemateca Portuguesa

Delphine Syrig (1932-1990) será destaque na Festa do Cinema Francês com a retrospetiva “Delphine Syrig, Insubmusa”, na Cinemateca Portuguesa.

No âmbito da 21ª Festa do Cinema Francês que decorre entre os próximos dias 9 e 21 de outubro de 2020, e em colaboração com o Institut Français Portugal e o Centre Audiovisuel Simone de Beauvoir, a Cinemateca Portuguesa revelou, em comunicado, uma programação dedicada ao trabalho da atriz Delphine Syrig (1932-1990). Esta programação dá o nome à retrospectiva “Delphine Seyrig, Insubmusa”, que segundo o Museu do Cinema irá expor “a intensidade artística e a energia da militância feminista de Seyrig”.

“Delphine Seyrig, Insubmusa” na Cinemateca Portuguesa

Delphine Seyrig
Delphine Seyrig em “Por um Punho de Diamantes” (1974) © Universal Pictures

A Cinemateca irá exibir alguns dos filmes mais emblemáticos da carreira desta atriz, desde a sua estreia no cinema americano “Pull My Daisy” de Robert Frank e Alfred Leslie, aos restantes filmes que a tornaram “L’année dernière à Marienbad” e “Muriel ou le temps d’un retour” de Alain Resnais. Segundo a instituição portuguesa houve ainda uma ambição de exibir os filmes de Delphine Syrig como realizadora.

Com a ambição de uma integral da realizadora, a retrospetiva conjuga essas sete sessões com sete outras representativas do seu trabalho como atriz, aberta a títulos pouco vistos de Marin Karmitz, Sami Frey, Stanislav Stanojevic, Joseph Losey, mas incluindo forçosamente um dos seus dois importantes filmes com Alain Resnais (MURIEL), o seu primeiro encontro com Marguerite Duras (LA MUSICA, o primeiro filme de Duras, correalizado com Paul Seban) e o filme ímpar de Chantal Akerman (JEANNE DIELMAN), e ainda o conhecido François Truffaut em que contracena com Jean-Pierre Léaud (BAISERS VOLÉS) e a primeira vez sob o olhar beat de Robert Frank e Alfred Leslie (PULL MY DAISY). Texto: Cinemateca Portuguesa

Delphine Seyrig nasceu no Líbano, iniciou-se como atriz aos 17 anos no teatro, “para me expor e exprimir plenamente as minhas emoções”, instalou-se em França aos 20 anos, onde estudou teatro, e partiu para Nova Iorque em 1956. Nessa estadia de três anos foi “observadora”, nos seus termos, do método de Lee Strasberg no Actors Studio, fez teatro e estreou-se no cinema.

Os filmes que serão exibidos são mesmo estreias na Cinemateca Portuguesa e até inéditos em Portugal. Fica atento à programação que iremos revelar em outubro. 

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