Noomi Rapace como Lisbeth Salander em "Millennium 2 - A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo" (2009) |©Zodiak Rights

Grandes Papéis Femininos | Heroínas no Cinema

No âmbito da nova visão de “Os Anjos de Charlie” (2019), realizada por Elizabeth Banks, estreada nos cinemas nacionais  na passada semana, recordamos grandes papéis femininos que nos fazem acreditar em “heroínas” dispares, pertençam elas a épicos fantasiosos ou ao reino do dia-a-dia. 

As heroínas surgem onde menos esperamos, e durante muitos anos, o cinema teve pouco espaço para grandes papéis femininos.  Esta lista cronológica pretende compreender diversos tipos de heroínas. Heroínas de grandes filmes de acção, outras que nos tocam através de actos de bravura, através de palavras influentes ou até pequenos actos do dia-a-dia.

Recuperamos estas heroínas ao longo da História do Cinema, com um acentuado destaque a partir dos anos 90, coincidindo com uma altura em que as mulheres começaram a carregar mais narrativas às costas. Todas elas são bastante diferentes, mas certos valores transversais são comuns a todas estas personagens.

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JOANA D’ARC EM “A PAIXÃO DE JOANA D’ARC” (1928) 

joana d'arc european film challenge
© 1928 – Gaumont

A história de Joana D’Arc (em português) foi adaptada inúmeras vezes ao cinema, não fosse esta uma das mais recordadas figuras femininas da história da Humanidade. Por um lado, relembrada como uma guerreira, por outro lado, e infelizmente, como uma mártir. É uma inegável referência numa lista de heroínas, e por isso tem direito a inaugurá-la.

“A Paixão de Joana d’Arc” é um dos muitos filmes realizados sobre esta figura histórica. A obra do lendário  Carl Theodor Dreyer , ainda situada no período do mudo, é muito possivelmente a versão tida em melhor consideração pela comunidade cinéfila, de direito,  e por isso aqui fica como a escolhida.

Joana D’Arc é uma personagem feminina canonizada, na vida real, pela Igreja Católica, uma heroína francesa que se elevou ao estatuto atual de santa devido aos seus actos no decurso da Guerra dos Cem Anos. Não obstante as acusações de blasfémia, Joana D’Arc não teme, mesmo depois de condenada a arder na fogueira. O filme recupera o julgamento real desta personagem histórica, esta mulher guerreira que se tornou uma mártir, morrendo na defesa da sua crença, uma de auto-determinação dos territórios franceses numa altura marcada por invasões.

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Maggie Silva

Comunicadora de profissão e por natureza. Dependente de cultura pop, cinema indie e vítima da incessante necessidade de descobrir novas paixões. Campeã suprema do binge watch, sempre disposta a partilhar dois dedos de conversa sobre o último fenómeno a atacar o pequeno ou grande ecrã.

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